Crônicas da Bienal – Casca de árvore

Ranhuras, camadas, sobreposições. O que era aquilo disfarçado de árvore? Perdido ali, onde poucos pareciam ver, achei um labirinto, amontoado de trilhas, de incertezas. O olhar não cabia naquele recorte de profundezas. As marcas, como talhos imprecisos, desafiavam percepções, brincavam com a inocência. De longe não se notava, não se via, desaparecia. De perto, um mundo, fantasia. Como queria ser um daqueles muitos bichinhos que ali percorriam, numa valsa lenta, dona da travessia. Conhecedores verdadeiros, quem sabe com eles aprendesse o que tanta falta me faz.

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